Organizando as ideias

23/04/2014 00:39

Olá a todos!

Pensando na dica literária que ia escrever hoje pra vocês, pensei simplesmente na ideia. É, a ideia. O ato em si de como surgem os pensamentos e como organizá-los, e é sobre isso que falarei a seguir.

(Observação: sempre é válido lembrar que o que escrevo aqui é minha opinião. Você tem a escolha de aceitar, criticar, corrigir, melhorar o que quiser, fique à vontade! Até porque esse texto não tem fins lucrativos nem tampouco é apoiado por determinadas empresas ou pessoas. É simplesmente de minha autoria e tem por objetivo ajudar/orientar pessoas que gostariam de um dia terminar seu livro, seja de narrativas, pensamentos etc.).

 

Geralmente quando as ideias vem, elas vem de uma vez: quando estamos pensando na vida, durante o trabalho, na aula, no trânsito, na academia, no banheiro, antes de dormir, conversando com alguém e em qualquer situação que você se lembrar. Uma pessoa que gosta de escrever, muitas vezes, quer anotar logo aqueles pensamentos para que não se percam. Eu mesmo, em muitas situações, durante uma aula, por exemplo, tenho ideias que surgem da minha mente inquieta (geralmente escritores tem esse hábito) e já procuro anotá-las. Sempre tenho um papel e caneta à disposição, para utilizar em qualquer ocasião durante o meu dia. Muitas vezes é um personagem que você se inspirou em alguém que conheceu naquela semana, outras vezes são ideias do tipo “reviravolta”, “diálogos”, “surpresas para o leitor”, “situações chocantes”, “emoções fortes”, enfim, algo que você acha que vai emocionar o leitor que se aventurar nos seus textos. De uma maneira geral, eu gosto, antes de fazer um conto ou romance, de escrever um índice, mesmo que seja provisório. Organizar as ideias direito. Nesse sentido sou um pouco metódico. Acredito que ter o controle faz eu saber exatamente onde estou caminhando, e isso é ótimo, principalmente quando se trata de uma narrativa longa.

 

Quando me deparo depois com todas as anotações que eu fiz, assim que der um tempo, recorro ao computador para ver em que texto aquelas anotações se encaixam, e vou logo registrando para nunca mais perder. Umas anotações são aproveitáveis, outras são excelentes, e outras até tento lembrar do porquê escrevi aquilo e não se alinha com texto nenhum que estou desenvolvendo. Após essas ideias anotadas e, quando vou voltar a escrever, tento mesclá-las ao texto. Vou mostrar à vocês exemplos de ideias que surgem para mim e como eu as administro.

 

EXEMPLO DE IDEIA 1: Como citei antes, estou atualmente escrevendo “O Caminho dos Mortos”, uma narrativa que se passa numa ilha e que tem como pano de fundo a temática “mortos-vivos”, é uma espécie de homenagem que vou fazer à esse gênero que gosto. Eu anotei algo do tipo “o personagem X numa fuga escorrega e machuca o pé, para só então ser salvo por um cachorro que chama a atenção dos mortos-vivos. Enquanto isso o personagem X procura se esconder atrás de uma cabana”. Nesse exemplo, o que está em aspas eu anotei na folha em algum momento durante a semana. Então “a ideia” que seria “um cachorro salvar alguém”, por meio de distração, deve ser explorada em alguma parte da narrativa. Muitas vezes não sei em que capítulo vai se encaixar, mas está ali em destaque em negrito no começo de algum capítulo. Lendo e relendo os capítulos vejo que pode se encaixar exatamente no capítulo 7, ou no capítulo 9. Então aí está a ideia “aleatória” que tive em algum momento da semana que não era escrevendo o livro, consolidada no mesmo.

 

EXEMPLO DE IDEIA 2: Quando estou escrevendo, imaginando a situação em que os personagens se encontram, as ideias vão vindo, eu visualizo tudo à minha frente (como uma espécie de câmera), os diálogos vão ocorrendo, eu descrevo em que cenário eles se encontram, quais as emoções/sensações que estão passando em suas mentes e por aí vai. Daí, em algum momento, eu tenho ideias paralelas que vão ser usadas mais na frente e que nada tem a ver com aquilo que estou escrevendo, então, rapidamente anoto em outro papel ou outra página do computador, para depois continuá-la. Parece um pouco loucura, mas acho que todo escritor é um pouco inquieto e pensa dessa maneira. Note que tudo eu anoto, porque acho que minha mente não consegue memorizar tudo, então eu escrevo o mais rápido possível a ideia, antes que ela mude ou eu esqueça a ideia original.

 

EXEMPLO DE IDEIA 3: Muitas vezes eu tenho a ideia, mas não consigo expressá-la em palavras, então eu visualizo a ideia. Faço blocos, organogramas, puxo setas, traços, números, faço retângulos, símbolos, enfim, utilize o que você sabe para ter um “visual da ideia”. Muitas vezes isso me ajuda demais, para então transformar tudo aquilo em palavras. Explicando melhor: eu tenho uma série de sequências que quero que ocorram em uma cidade fictícia, mas não sei ao certo qual vem primeiro, então devo organizá-las. Coloco as que já sei que vão ocorrer em retângulos (blocos), e deixo blocos vazios para as ideias que vão surgir. Tenho todos esses blocos à minha frente e consigo pensar melhor ou o ideal para vir primeiro. Incrível como quase que automaticamente, quando sua mente não consegue processar várias informações de uma vez, um visual físico ajuda imensamente na hora de pensar e acalmar as ideias.

 

Se já não o fizerem, testem qualquer dia esses exemplos e verão que é verdade. Funciona. Sei que cada um tem seus métodos e técnicas, mas acho importante eu dizer “como faço a coisa acontecer” nos meus textos. Porque, afinal, é para isso que compartilho aqui meus pensamentos.

 

Espero que tenham gostado! Até uma outra dica literária!

 

Pra frente!

PABLO VARGAS

 


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